
Introdução
Segundo o Aurélio, biodiversidade significa a existência, numa dada região, de uma grande variedade de espécies. Contudo, essa biodiversidade vem sendo transformada pelo progresso e o desenvolvimento tecnológico, uma vez que o ambiente sofre a todo momento interferências para atender as necessidades de subsistência do homem. São muitos os fatores que contribuem para a degradação do meio ambiente, entre os quais podemos citar, o desmatamento, a erosão e desertificação do solo, a poluição e o aquecimento global. Todos estes estão diretamente interligados e contribuem de forma relevante para a extinção de milhares de espécies no planeta.
1.1- O desmatamento e a erosão do solo
O resultado de todos esses problemas já é evidente. O desmatamento, por exemplo, apresenta um sério risco à preservação das espécies (fauna e flora), podendo até causar a extinção de várias delas, uma vez que no ambiente devastado não existe possibilidade de sobrevivência para os muitos animais que
acabam sem o seu habitat natural.Conter o desmatamento florestal deixou de ser um problema brasileiro e tornou-se prioridade mundial. Restam hoje, em nosso planeta, somente 22% da cobertura florestal original. No caso da Amazônia Brasileira, o desmatamento da região, que era de apenas 1% na década de 1970 surtou para 15% no século XXI. Outro preço pago por esse desmatamento é a erosão do solo, isto é, o processo de desgaste do solo. Ao todo mais de 25% de toda área fértil do planeta já está afetada pela desertificação, trazendo uma grave crise à agricultura e afetando até mesmo a economia mundial.
1.2- A poluição e o aquecimento global
A poluição é provocada pela atividade humana e engloba diversos mecanismos. De um modo geral, podemos levar em conta a poluição do ar, da água e do solo e ainda outras formas que podem ser citadas como a medicamentosa, a sonora e a radioativa. Assim, podemos destacar que a poluição é qualquer resíduo que venha a prejudicar ou destruir a saúde e o meio ambiente.
A poluição através dos agrotóxicos utilizados na agricultura, apresenta hoje uma serie de riscos à população mundial. Já que os mesmos além de danificar as áreas cultiváveis do nosso planeta é uma das maiores causas de morte dos animais, desestruturando a cadeia ecológica e contribuindo de forma considerável para a extinção de espécies no planeta.A poluição mundial encontra o seu ápice no século XXI, e esta apresentará problemas ainda mais graves se mediadas radicais de conservação não forem tomadas imediatamente. Porém observamos que o mundo está envolvido no meio tecnológico e econômico e deixa para trás cuidados importantes que podem comprometer a sua própria existência na terra.
Aquecimento Global: Um efeito irreversível? O que fazer para sair dessa
crise? Existe solução para os problemas da terra?
Sabemos que as medidas para amenizar os impactos ambientais são bem mais complexas e relevantes do que podemos imaginar. Muitos aspectos estão intrinsecamente relacionados, e a ciência não sabe exatamente como reverter seus efeitos. Apesar de todos saberem que uma das soluções viáveis para evitar que a situação piore ainda mais é parar de bombear dióxido de carbono, metano e oxido nitroso na atmosfera, parece que o ser humano prefere acreditar que a única saída é adaptar-se a secas, inundações, furacões e a extinção das espécies.
Exemplos claros de que o aquecimento global tem causado desastres cada vez mais freqüentes são observados diariamente por toda a população mundial. Os índices de furacões dobraram nos últimos 35 anos, o furacão Katrina é uma amostra dessa dura realidade. Os desertos já somam um quarto da superfície terrestre em conseqüência das secas ocasionadas pelo aquecimento global.
Além de danificar seriamente a biodiversidade, as secas fazem cada vez mais vitimas. A ONU (Organização das Nações Unidas) estima que 150 mil pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores diretamente relacionados ao aquecimento global.
Existem muitos impasses quando se discute soluções para o combate da desestruturação da biodiversidade. Nos paises desenvolvidos as barreiras são ainda maiores. Por medo de uma recessão da economia as grandes potências se negam a aceitar ou pelo menos entrar em acordo para uma diminuição dos gases poluentes. O presidente dos E.U.A por exemplo, em reunião para se discutir soluções para o controle da emissão do CFC (Cloro Flúor Carbono) afirmou o seguinte: “ Somos os maiores poluidores do mundo, mais se for preciso poluiremos mais para evitar uma recessão na economia americana”.
Ainda pensando em medidas de proteção de uma catástrofe global, alguns paises se reuniram para buscar uma solução. O resultado foi um acordo para diminuir pelo menos 80% dos gases poluentes jogados na atmosfera terrestre, entretanto como já era de se esperar, países desenvolvidos opuseram-se alegando que sairiam prejudicados e estariam perdendo a chance de expandir sua economia.
Em meio a tantas tentativas ficou deliberado que seria diminuído em média 6% da poluição produzida em cada país até 2010, e ainda assim os E.U.A não assinou o protocolo. Com isso, percebemos as dificuldades encontradas para se amenizar questões ambientais nesse sentido.

1.3- Soluções e idéias para a preservação e estruturação da biodiversidade
Temos de ser otimistas! Todavia o otimismo com relação ao futuro não deve servir de álibe para a nossa acomodação e nos impedir de raciocinar sobre as dificuldades que podemos encontrar caso não preservemos os recursos naturais do nosso planeta.
Em vista disso, percebemos que muitos países já apontam soluções para a preservação da biodiversidade, como o uso do biodiesel, um combustível renovável que não agride o meio ambiente e que já é produzido no Brasil, à base de mamona, girassol e outras fontes de energia que podem ser encontradas facilmente na natureza e que são as chances de uma diminuição das agressões ambientais.
O uso racional de alimentos industrializados e a reciclagem seria uma das formas de diminuir o lixo causador de poluição nas águas, no ar e no solo. Além disso, podemos destacar o uso de produtos biodegradáveis, já que estes se decompõem mais rápido na natureza e têm um custo muito menor ao consumidor e ao fabricante.
Sendo assim, vemos que o caminho para o desenvolvimento sustentável aponta para uma qualidade de vida muito melhor no futuro, isso implicando preservar a qualidade dos alimentos produzidos pela agricultura sem o uso de agrotóxicos prejudiciais a saúde e ao meio ambiente e ainda diminuir a poluição e os impactos ambientais gerados pela produção industrial do mundo moderno. Com conscientizações e esclarecimentos com a população, através de campanhas sobre a poluição, o desmatamento, uso indevido do solo e o aquecimento global.
Frente a real situação, necessitamos reconhecer nossa responsabilidade como
cidadão e ser responsável pela perpetuação da vida na terra, e, principalmente, direcionar nossa atenção para a biodiversidade e a rede da vida. Só assim poderemos acreditar na possibilidade de um futuro melhor e de uma vida mais sustentável.Rafael Gomes de Queiroz Neto
município de Serrinha dos Pintos / RN
Um comentário:
gente vamos ter cuidado com nosso mundo nao jogue lixos na rua e etc.
vamos combater a poluçaõooooooooooooooooooooooo000000000000000000000
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